Postagem 16 - Depressão
Meu amor,
Quero te falar um pouco do que me afetou nesse fim de semana, e como exatamente funciono nessas recaídas. Talvez seja uma boa forma de você entender o que se passa dentro de mim nessas horas, te dar uma ideia de como eu lido com isso e até te proporcionar uma reflexão sobre como você pode me ajudar. Aparentemente, a minha forma de lidar não tem sido tão eficiente, né?
Bom, eu acredito que eu sempre tive depressão. Mas quando eu era mais nova, todo mundo dizia que eu era muito chorona e manhosa, e que eu deveria "crescer". E eu cresci engolindo meu choro, ao invés de lidar com ele de maneira saudável. Isso gerou a ansiedade e, mais recentemente, as crises de pânico.
Desde sexta-feira, estou com uma saudade imensa de você. Saudades do seu toque, dos seus carinhos, de você brincando comigo, sorrindo. De dormirmos juntas, de passarmos mais horas uma ao lado da outra.
Mas dessa vez, talvez por conta do stress, eu estava mais sensível. E aí está a recaída. Comecei a me sentir vazia, sozinha. Comecei a pensar em besteiras (o cérebro da gente é bem malvado de vez em quando), e tenho a tendência de diminuir meu valor ou importância. Mas a verdade é que eu queria você.
Só que no sábado, as coisas não correram da forma como eu esperava. Acordei mal, a sua tatuagem demorou, e eu fui me sentindo pior a cada minuto. Fui sentindo que você provavelmente chegaria cansada em casa, e não ia querer me ver, nem por cinco minutos.
Nessas horas, com esses pensamentos, eu me sinto pequena, e parece que vou encolhendo mais e mais. Sinto como se eu fosse uma criança para quem ninguém dá muita bola. Sinto que estou sozinha e abandonada. Eu sei que não é assim. Mas é assim que me sinto.
Hoje fui na sua casa. Queria muito te ver, queria sentir seu cheiro, sua presença, seu amor. Mas encontrei você com dores, um tanto fria e distante. Sei que a sua questão não era comigo, e achei que você ficaria um pouco melhor se me visse. Quando saí da sua casa, segurei o choro. E novamente me senti pequena. Senti que era incapaz de te fazer sorrir um pouco que seja. Que não consigo e jamais conseguirei te tirar de uma situação ruim por pelo menos alguns minutos.
E passei o resto da noite com medo. Tremendo. O resultado das eleições não ajudaram muito. A peça foi linda, com uma crítica maravilhosa aos tempos atuais. Mas apenas parte de mim estava ali. A outra estava sonhando com seus braços. E ao mesmo tempo se sentindo indigna deles.
Tenho trabalhado isso muito em terapia, esses pensamentos disfuncionais, essas ideias idiotas. Mas dessa vez não fui capaz de fazê-los sumirem. Talvez eu não durma essa noite. A tristeza ainda está aqui. Não chorei ainda. Não sei se vou. Mas estou tentando ser forte. Estou tentando ficar bem. Por você.
Eu te amo.
Quero te falar um pouco do que me afetou nesse fim de semana, e como exatamente funciono nessas recaídas. Talvez seja uma boa forma de você entender o que se passa dentro de mim nessas horas, te dar uma ideia de como eu lido com isso e até te proporcionar uma reflexão sobre como você pode me ajudar. Aparentemente, a minha forma de lidar não tem sido tão eficiente, né?
Bom, eu acredito que eu sempre tive depressão. Mas quando eu era mais nova, todo mundo dizia que eu era muito chorona e manhosa, e que eu deveria "crescer". E eu cresci engolindo meu choro, ao invés de lidar com ele de maneira saudável. Isso gerou a ansiedade e, mais recentemente, as crises de pânico.
Desde sexta-feira, estou com uma saudade imensa de você. Saudades do seu toque, dos seus carinhos, de você brincando comigo, sorrindo. De dormirmos juntas, de passarmos mais horas uma ao lado da outra.
Mas dessa vez, talvez por conta do stress, eu estava mais sensível. E aí está a recaída. Comecei a me sentir vazia, sozinha. Comecei a pensar em besteiras (o cérebro da gente é bem malvado de vez em quando), e tenho a tendência de diminuir meu valor ou importância. Mas a verdade é que eu queria você.
Só que no sábado, as coisas não correram da forma como eu esperava. Acordei mal, a sua tatuagem demorou, e eu fui me sentindo pior a cada minuto. Fui sentindo que você provavelmente chegaria cansada em casa, e não ia querer me ver, nem por cinco minutos.
Nessas horas, com esses pensamentos, eu me sinto pequena, e parece que vou encolhendo mais e mais. Sinto como se eu fosse uma criança para quem ninguém dá muita bola. Sinto que estou sozinha e abandonada. Eu sei que não é assim. Mas é assim que me sinto.
Hoje fui na sua casa. Queria muito te ver, queria sentir seu cheiro, sua presença, seu amor. Mas encontrei você com dores, um tanto fria e distante. Sei que a sua questão não era comigo, e achei que você ficaria um pouco melhor se me visse. Quando saí da sua casa, segurei o choro. E novamente me senti pequena. Senti que era incapaz de te fazer sorrir um pouco que seja. Que não consigo e jamais conseguirei te tirar de uma situação ruim por pelo menos alguns minutos.
E passei o resto da noite com medo. Tremendo. O resultado das eleições não ajudaram muito. A peça foi linda, com uma crítica maravilhosa aos tempos atuais. Mas apenas parte de mim estava ali. A outra estava sonhando com seus braços. E ao mesmo tempo se sentindo indigna deles.
Tenho trabalhado isso muito em terapia, esses pensamentos disfuncionais, essas ideias idiotas. Mas dessa vez não fui capaz de fazê-los sumirem. Talvez eu não durma essa noite. A tristeza ainda está aqui. Não chorei ainda. Não sei se vou. Mas estou tentando ser forte. Estou tentando ficar bem. Por você.
Eu te amo.
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